domingo, 10 de abril de 2011

Observações Sobre a Forma de Regência do Orixá Omulu (Umbanda)

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Levando-se em consideração que o Orixá Omulu já tem o seu próprio equilíbrio (Terra), a regência acontece normalmente de forma separada, ou seja, Ele rege em paralelo com o Orixá “feminino” e não em entrelaçamento ou conjunção como os outros Orixás.
Podemos ver uma melhor “combinação” com Oxum, pois das três Iabás (Orixás femininos) é a que tem maior afinidade com todos os Orixás, pois é a Orixá do equilíbrio emocional.
Uma das grandes bênçãos que os regidos pelo Orixá Omulu recebem é de estarem imunes a trabalhos de magia, em função de Omulu ser o grande Mestre Magista Universal, independentemente da Iabá que estiver “combinado”. 
O que irá influenciar fortemente nesta “proteção adicional” é o quanto de caridade este filho fará ao longo de sua vida.
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Omulu e Iansã
Geralmente são pessoas que passam por grandes e fortes transformações (tanto de ordem material - Iansã, quanto espiritual - Omulu) durante toda a vida, sendo elas geralmente relacionadas a perdas físicas, mudança de religião, sempre envolvendo questionamentos profundos, com altos e baixos.
O que há de forte nessa regência é a diferença de tempo das coisas. 
Omulu é de energia lenta e de consciência, pois a sua regência (influência) envolve mudanças e transformações de ordem espiritual e Iansã é energia rápida pois a sua regência (influência) envolve as mudanças de ordem material.
Isso pode gerar na pessoa uma espécie de angústia por não estar conseguindo “resolver” ou “fazer” o que “sente que precisa ser feito”.
São pessoas com freqüentes mudanças de humor e grande dificuldade de definição profissional.
A frase deste filho é: “Sempre me falta alguma coisa”.
 Outra... “Nunca estou satisfeito”.
Em excesso de vibração a frase seria: “O que estou fazendo aqui? 
O que sou eu?” = Crise de identidade.
Para se resolver esse desequilíbrio é importante primeiro a harmonização com Xangô que colocará método e organização aos questionamentos gerados pelo excesso de energia de Iansã; com Oxum e Oxoce que trarão equilíbrio emocional e fisiológico a angústia gerada pela incapacidade de decidir e realizar re-energizando o corpo físico também. 
Depois a harmonização com todos os demais Orixás.
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Omulu e Oxum
São forças bastante ligadas, lembrando que as águas de Oxum correm na terra de Omulu.
Geralmente são pessoas místicas, que tem a sua mediunidade aflorada na tenra idade e que passam por muitas dificuldades afetivas, tanto no âmbito familiar quanto amoroso. 
Geralmente aparentam mais idade do que tem.
São pessoas de grande fé, independentemente de religião.
A frase deste filho é: “Estou sofrendo, mas a minha fé irá superar todas as dificuldades.”
Com excesso de vibrações a frase seria: “O que eu fiz prá merecer isto?
 Eu devo ter sido muito ruim em outra encarnação pra merecer isto.”
Para se resolver esse desequilíbrio é importante primeiro a harmonização com Oxoce que trará um sentido de realização e energia de trabalho. 
Depois com todos os demais Orixás.
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Omulu e Iemanjá
São forças (energias) antagônicas, pois enquanto a energia de Omulu está voltada para os bens espirituais e consciência kármica, a de Iemanjá está voltada para os bens materiais.
Se pensarmos em termos de natureza também, a água salgada (Iemanjá) não fertiliza a terra (Omulu).
Os regidos por esses Orixás tendem a ter conflitos familiares ou em qualquer outro tipo de relacionamento. Tendem também ao escapismo, portanto precisam ter grande cuidado com excesso de bebidas, drogas, etc. É necessária uma vida muito correta principalmente em termos espirituais. 
A palavra chave para isto é a CARIDADE.
A frase deste filho é: “Existe dentro de mim um conflito entre o que desejo e o que preciso”.
Com excesso de vibração a frase seria: “Não sei se vou a festa ou a Igreja”. Indecisão a nível religioso.
Para se resolver esse desequilíbrio é importante a harmonização com todos os demais Orixás.
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Mais Observações Importantes:
Quero lembrar aos irmãos novamente que todas estas colocações relacionadas aos excessos, e outras influências estão intimamente relacionadas à índole do médium ou pessoa e como ele encara a sua missão na Umbanda e na vida.
Lembramos ainda que o LIVRE ARBÍTRIO de cada um irá determinar a quantidade de influência das vibrações menores ou maiores de cada Orixá.
A busca por manter as vibrações dos Sete Orixás em equilíbrio deve ser uma constante em nossas vidas. 
Isto é um trabalho diário.
 É um constante “Orai e Vigiai”, como já nos ensinou o Mestre dos Mestres!
 E para nós, umbandistas a Umbanda é o caminho, através da Caridade desinteressada e do Amor indiscriminado de obtermos esse equilíbrio.
Por isso que disse que não existem “fórmulas mágicas”, mas trabalho, caridade, amor. 
Isso é Umbanda!
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Do Livro: Umbanda, Mitos e Realidade 
Autor MÃE IASSAN AYPORÊ PERY
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2 comentários:

  1. eu sou de omulu (na umbanda) e de iansa (no candomble) sou bem assim como descrito!!! haha adorei!!!

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