quinta-feira, 28 de abril de 2011

As Várias Astrologias

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Um missionário da Idade Média conta que encontrou o ponto onde o céu e a Terra se encontram...
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Além da que se chama hoje ocidental, são praticadas hoje no mundo todo outras formas de astrologia.
Na China, a astrologia é conhecida a partir de 2000 a.C. Diz a tradição que Buda, ao morrer, chamou os animais para se despedir e somente 12 vieram e estes são os anos da Astrologia Chinesa.
A Índia conheceu a astrologia da Mesopotâmia quando foi invadida, por volta de 1500 a.C.
Os Astecas usavam uma astrologia com 20 signos.
Um padre espanhol, que acompanhou a tomada de Hernán Cortés, codificou a astrologia dos Astecas.
Há várias correntes recentes - dos séculos XIX e XX - na astrologia.
A astrologia inglesa do século XIX teve forte influência da teosofia, como praticada por Alice Bailey.
Alan Leo e Charles Carter são dois de seus expoentes, e dessa linha surgiu a Faculdade de Astrologia de Londres.
Depois dos estudos de astrologia e alquimia por Carl Gustav Jung, a astrologia psicológica tomou corpo em bases principalmente junguianas, embora exista uma astrologia transpessoal baseada no trabalho de Roberto Assagioli.
Mais recentemente há um renascimento da astrologia clássica, com grande número de obras da antigüidade e renascença sendo retraduzidas para o inglês, a partir de originais em árabe, grego e latim.
 Esse esforço visa retomar o conhecimento antigo, limpando-o de adendos exóticos que redundaram em concepções simplistas sobre, por exemplo, os quatro elementos.
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Teorias sobre o funcionamento da astrologia
Após a divisão da astronomia e a astrologia, sempre houve os que vêem a astrologia como pseudo-ciência que se utiliza de maneira mística dos conhecimentos de astronomia para tentar estabelecer relações entre o comportamento humano e as posições dos astros, tentando fazer previsões baseadas nesses dados.
Muitos astrólogos atuais pensam que os astros influenciam a personalidade ou caracterísiticas de pessoas ou eventos que ocorrem na Terra, mas muitos outros pensam que há outra relação, que não a de influência, como a sincronicidade da astrologia psicológica de base junguiana.
Buscando ser aceite como ciência, a astrologia procura preencher os dois critérios que a enquadrariam como tal:
Previsibilidade: passível de ser comprovada por observadores de outras disciplinas científicas.
Consistência: interna e externa, ou seja, no âmbito da filosofia das ciências.
A astrologia deverá demonstrar, portanto, que funciona, e explicar porque funciona.
Não há consenso sobre a forma como a astrologia supostamente funciona.
No curso da história, vemos o surgimento de explicações diferentes.
Santo Alberto Magno pensava que, embora as estrelas não possam influenciar a alma humana, influenciam o corpo e a vontade humanas.
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Heinrich Cornelius Agrippa von Nettesheim (1486-1535) via o universo como o Unus Mundus, onde o que ocorre no mundo celestial chega até o mundo dos fenômenos, intermediado pela esfera dos corpos celestes. Nesta concepção, a relação entre a esfera dos corpos celestes e a esfera humana não é de causalidade, mas de analogia ou sincronicidade.
Astrólogos de orientação biológica procuram a explicação nos ritmos e ciclos biológicos, como os circadianos e lunares.
 John Addey, astrólogo inglês, realizou vários levantamentos estatísticos em busca da comprovação de conceitos astrológicos, como o de quase mil nonagenários e a relação Sol-Saturno.
 Descobriu, assim, o significado das relações harmônicas entre períodos cósmicos.
Outra concepção é que a influência se dá através da variedade de raios cósmicos que chegam ao nosso planeta.
Ebertin é um dos defensores desta hipótese.
Uma forma diferente de abordagem é a da sincronicidade, conceito expresso por C.G.Jung.
Jung estudou grande número de mapas de nascimento de casais, e supôs que haveria relações interessantes entre os sóis e as luas dos cônjuges.
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Astrologia e Espiritismo
Verifica-se por vezes uma ligação entre a Astrologia e o Espiritismo, principalmente entre os "espíritas videntes" que preveem por vários métodos, inclusive por mapas astrais.
 No entanto, há que diferenciar as práticas, visto que, para a Doutrina Espírita, conforme codificada por Allan Kardec, a Astrologia é considerada como o resquício de uma maneira supersticiosa de pensar, ainda atrelada a antigas concepções do mundo, e que não se encaixa na cosmologia espírita que acompanha as recentes descobertas astronômicas.
 Está claro que nenhum condena o outro, porém, não é legítimo confundir ou relacionar Astrologia com Espiritismo.
Para verificar o que a Doutrina Espírita diz sobre a Astrologia, ver o livro A Gênese, de Kardec, no capítulo V ("Sistemas do Mundo"), em seus itens 11 a 13, em edições da Federação Espírita Brasileira.
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Argumentos a favor da astrologia
O que se chama popularmente de astrologia são os horóscopos de jornal, que não são considerados sérios pelos astrólogos.
O Zodíaco tropical é o mais utilizado pelos astrólogos no ocidente.
 Esse sistema leva em conta tanto o Equinócio de primavera do hemisfério norte como a entrada do signo de Áries, iniciando o ano astrológico.
Isso significa dizer que a astrologia tradicional não utiliza as posições das constelações e sim as estações do ano e os ciclos naturais para definir os períodos do ano astrológico.
O ano astrológico é dividido em 12 signos de 30 graus cada um.
Cada signo leva o nome de uma constelação por há aproximadamente 2000 anos coincidir com as constelações astronômicas.
Essa diferença ocorre devido ao movimento de precessão do eixo terrestre; então, na Astrologia clássica, são mais importantes os ciclos naturais do nosso planeta em relação ao céu, e isso é o que define os signos ou símbolos estereótipos.
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Uma configuração planetária só se repete uma vez a cada 25.858 anos, devido ao movimento de precessão. Além disso, segundo os astrólogos, para duas pessoas terem exatamente as mesmas características e passarem pela mesmas experiências de vida, deveriam nascer no mesmo instante, no mesmo local, com a mesma herança genética, a mesma influência familiar, social, e cultural - o que é impossivel visto que mesmo irmãos gémeos que tenham, hipoteticamente. nascido no mesmo segundo, não podem preencher o mesmo espaço e, à medida que crescem, terão que tomar decisões que os distinguem inevitavelmente.
Conta-se como exemplo o caso de Samuel Hemmings, que teria nascido no mesmo dia, no mesmo local e quase no mesmo instante que o rei Jorge III do Reino Unido, em 4 de junho de 1738 e cujas experiências de vida teriam vários paralelos: casaram e morreram no mesmo dia e, no dia em que o rei foi coroado, ele abriu um negócio de ferragens.
Apenas o fator social, que não é previsto pela astrologia, impediu que ambos tivessem o mesmo tipo de negócios, mas ambos se tornaram administradores: um de um reino, outro de um negócio.
Alguns astrólogos dizem que a influência dos planetas é ocasionada por energias de origem espiritual, e que por isso mesmo não podem ser mensuradas pelos cientistas através de aparelhos.
 Os cépticos questionam porque esses astrólogos deixam de explicar como eles podem interpretar estas mesmas energias espirituais se nao sao capazes de medi-las, enquanto outros astrólogos negam esta abordagem e defendem que a astrologia e a espiritualidade devem ser mantidas em separado.
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Astrólogos notáveis
Ademar Eugênio de Mello, 1947-2005, Brasil
Alan Leo, 1866-1917, Inglaterra
Assurbanipal, século VII a.C., Assíria
Charles Carter, 1887-1968, Inglaterra
Dane Rudhyar, 1895-1985, França
Evangeline Adams, 1865-1932, EUA
Fernando Pessoa, 1888-1935, Portugal
Francisco Seabra, 1959-, Brasil
Galileo Galilei, 1564-1642, Itália
Jean-Baptiste Morin, 1591-1659, França
Johannes Kepler, 1571-1630, Alemanha
John Addey, 1920-1982, Inglaterra
John Dee, 1527-1608, Inglaterra
Karen Hamaker Zondag, 1952-, Holanda
Maria Flávia de Monsaraz, 1935-, Espanha
Max Heindel, 1865-1919, Dinamarca
Reinhold Ebertin, 1901-1988, Alemanha
Sérgio Mortari, 1936-2004, Brasil
Stephen Arroyo, 1946-, EUA
Tommaso Campanella, 1568-1639, Itália
Nostradamus, 1503-1566, França
Paracelso, 1490-1541, Suiça
Ramsés II, c. 1300 a.C., Egipto
Regiomontanus, 1436-1476
Tomás de Aquino, 1227-1274, Itália
Tico Brahé, 1546-1601, Dinamarca
William Lilly, 1602-1681
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Fonte de Pesquisa:
Wikipédia
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