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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sinais e Sintomas Característicos da Mediunidade

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Muito embora Allan Kardec tenha dito que “Nenhum indício há pelo qual se reconheça a existência da faculdade mediúnica.” , podemos estabelecer pelo menos alguns sinais identificadores da ocorrência de alterações no indivíduo que possam ser atribuídas a algum tipo de interferência mediúnica. 
A afirmação de Allan Kardec talvez diga respeito ao reconhecimento a priori, em face da inexistência de sinais externos nos médiuns ou mesmo por conta da exigência da presença dos espíritos para sua ocorrência.
Por enquanto a mediunidade não foi detectada organicamente,mas apenas pelos efeitos que produz. 
Nenhum médium, por mais experiente que seja, garante que pode controlar a demonstração da sua faculdade.
 A mediunidade é uma faculdade psíquica e, como todo fenômeno subjetivo, não se submete, do ponto de vista experimental, à observação e repetição.
Há, porém, alguns indícios que podem nos levar futuramente à sua detecção e comprovação.
 Eles são subjetivos e facilmente podem ter explicações psicológicas inconscientes ou mesmo parapsicológicas anímicas.
No seu conjunto, numa mesma pessoa, podem apontar para a existência da faculdade denominada de mediunidade. 
São eles:
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1. Idéias e sentimentos inusitados na forma de pressentimentos que acabam por se concretizar. 
Ocorre também como se o indivíduo já soubesse antecipadamente o que irá ocorrer, permitindo- lhe agir de acordo com uma certeza interna;
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2. Forte dose de intuição quanto às pequenas ocorrências do cotidiano.
 Geralmente coloca o indivíduo num estado de consciência de quem tem o domínio dos eventos do dia, sem lhe gerar qualquer ansiedade;
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3. Arrependimentos tardios após atitudes inadequadas que poderiam ter sido evitadas.
 São situações freqüentes de ausência de vontade própria, nas quais parece haver uma outra personalidade
no controle, trazendo desconforto momentâneo;
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4. Alterações constantes na forma, no conteúdo e no curso dos pensamentos promovendo desvio na elaboração das idéias.
Apresentam-se como falhas ou ausências no pensar, provocando sérias alterações na vida profissional, afetiva e familiar da pessoa;
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5. Alterações orgânicas e da senso-percepção não atribuíveis a fatores funcionais nem a interferências psicossomáticas.
Tais alterações podem ir do desconforto orgânico a alterações significativas nos cinco sentidos físicos, os quais podem se tornar hipo ou hiper-sensíveis;
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6. Ocorrências repetitivas de sonhos premonitórios ou de sonhos freqüentes com pessoas que já morreram. Freqüentes sonhos nos quais eventos futuros são vistos pelo sonhador, envolvendo terceiros ou a si mesmo, como também sonhos com pessoas, parentes ou não, já desencarnados e que parecem querer transmitir alguma mensagem;
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7. Sensações constantes de presenças à sua volta, ou de terceiros, de seres invisíveis. 
Ocorre como se algo envolvesse a pessoa e lhe transmitisse a sensação de alguma companhia não visível. 
Às vezes, a pessoa sente uma alteração em seu estado de consciência;
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8. Ruídos e pancadas à sua volta não atribuíveis a fatores físicos conhecidos. 
São ruídos que parecem vir de dentro de paredes ou de objetos maciços como pancadas fortes e rápidas;
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9. Audição de vozes aparentemente oriundas do interior da cabeça. 
Sons de palavras ou de músicas que soam no interior da cabeça e que não se originam de lugar externo;
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10. Superexcitação motora seguida de forte desejo de escrever.
Às vezes, inicia-se com um forte desejo de escrever ou com uma persistente idéia inusitada sobre algum tema. 
Muitas vezes, tal desejo é acompanhado de tremores num dos braços, o qual apresenta movimentos repetitivos sem controle consciente da pessoa;
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11. Sensação descontrolada de que poderá ser tomado por algo, seguido de forte desejo de falar. Apresenta-se, muitas vezes, como um desconforto toráxico e uma necessidade de gritar ou chorar. 
Pode, também, surgir como se alguma parte do corpo fosse acometida de uma intensa dor aguda;
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12. Facilidade na obtenção de cura de doenças alheias, pelo simples desejo de obtê-la ou pela proximidade ao doente. 
A pessoa, pelo desejo consciente ou não, percebe a cura ou melhora de doenças em terceiros pelo contato físico ou por sua simples presença;
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13. Produção de conhecimentos não atribuíveis ao saber do indivíduo e à sua revelia. 
Quando, após a simples atividade de escrever ou de falar em público, a pessoa observa ou alguém lhe
diz que o que produziu é de excelente conteúdo e de qualidade superior aos conhecimentos intelectuais que possui.
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14. Obtenção de índices acima dos níveis aceitáveis nas cartas *Zenner* . 
Quando feito o teste Zenner, o percentual de acertos na retro-cognição e na pré-cognição apresenta níveis acima da média;
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15. Achados *psicométricos* em experiências típicas. 
Quando o índice de acertos nos detalhes de objetos no teste psicométrico é superior ao normal;
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16. Constantes experiências emocionais de “déjà vü”.
Quando a pessoa tem freqüentes experiências emocionais de ter estado em determinados lugares antes, sem conscientemente têlos conhecido.
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Zerner* Teste que utiliza um baralho de 25 cartas com cinco naipes (linhas onduladas, círculo, quadrado, estrela e cruz) para identificar as faculdades paranormais de retrocognição, pré-cognição, dentre outras.
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Psicométricos*Vem de Psicometria, faculdade que permite ao indivíduo entrar em contato com a história pregressa do objeto que toca, captando-lhe as vibrações dos eventos que ocorreram em seu entorno, nele impregnadas.
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Adenáuer Novaes .
Texto do Livro Psicologia e Mediunidade
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domingo, 26 de junho de 2011

Mediunidade e Sonhos

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Os sonhos são produções espontâneas do inconsciente, sem a participação direta do ego. 
Eles brotam das conexões psíquicas que formam os nós das redes dos complexos. 
São expressões do Espírito que aliviam as tensões geradas pelo conjunto das emoções das experiências reencarnatórias. 
Não são quimeras nem fantasias, mas legítimas imagens carregadas de significado aparentemente incompreensível.
São resultantes simbólicos das intensas emanações das experiências vividas pelo espírito, que ficam gravadas no perispírito. 
Essas experiências podem ser ocorrências no momento do sono, da vida atual, de vidas passadas, assim como prognósticos quanto ao futuro.
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Os sonhos que retratam vivências do espírito durante o sono do corpo físico, contêm menos símbolos e são mais nítidos e lógicos do que aqueles que trazem informações sobre vidas passadas.
Porém, qualquer que seja o conteúdo dos sonhos, ele sempre terá símbolos a serem decodificados.
A existência da faculdade mediúnica desenvolvida favorece a produção de sonhos com fraco conteúdo simbólico, pois o inconsciente dos médiuns ostensivos é mais aberto à consciência.
Tal abertura favorece o alívio natural das tensões inconscientes, conforme o médium for lidando harmonicamente com os fenômenos resultantes de sua relação com o espiritual.
Embora os sonhos retratem aspectos da vida do sonhador, contendo realidades que lhe pertencem, alguns médiuns têm a facilidade de sonhar com informações sobre a vida de outras pessoas.
Isso é raro e denota a existência de uma faculdade psíquica especial.
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Há pessoas que sonham com eventos que freqüentemente terminam por acontecer. 
São os chamados sonhos premonitórios.
Esse tipo de mediunidade não só decorre do contato do médium com espíritos que lhe proporcionaram conhecimentos além do senso comum, como também por conta da flexibilidade maior do médium em vasculhar seu inconsciente, obtendo mais amplas informações para antever o futuro. 
Não são previsões absolutas, mas possibilidades de ocorrência, com altos níveis de probabilidade. 
A premonição é sempre uma possibilidade e não uma ocorrência futura absoluta.
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Os sonhos dos médiuns podem estar misturados com idéias, emoções e informações de espíritos desencarnados que com eles mantêm contato próximo. 
Espíritos que porventura se encontrem no campo psíquico do médium, poderão, por pregnância, alterar o
conteúdo de seus sonhos. 
Os símbolos neles presentes podem estar misturados aos próprios do inconsciente do médium. 
Os tipos de símbolos servem como elementos de identificação de sonhos que são vivências espirituais, dos sonhos comuns e oriundos da psiquê do próprio indivíduo.
 É sempre oportuno que os médiuns ostensivos levem seus sonhos para interpretação a pessoas que tenham conhecimento psicológico e espírita, e que poderão melhor auxiliá-los na compreensão dos símbolos neles presentes.
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As pessoas que sonham freqüentemente com outras que já faleceram, parentes ou não, possuem um tipo de mediunidade a que chamo mediunidade onírica, pois ocorre durante o sono e só é percebida após o acordar. Seu desenvolvimento está associado à identificação dos personagens desencarnados presentes nos sonhos,
bem como à interpretação adequada das mensagens neles existentes.
O médium onírico (não confundir com o médium sonambúlico) deve sempre buscar interpretar seus sonhos, se possível conjuntamente com os parentes dos desencarnados que neles surgem.
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Adenáuer Novaes.
Texto do Livro Psicologia e Mediunidade.
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Acreditamos que para melhores esclarecimentos sobre médiuns e mediunidade, as obras de Allan Kardec devem ser consultadas e estudadas. 
Com todo o nosso respeito , devemos dizer que solicitar de nós uma explicação sobre Deus é o mesmo que pedir a um verme para que se pronuncie quanto à glória e a natureza do Sol, embora o verme, se pudesse falar, diria, com toda a certeza, da veneração e do amor que consagra ao Sol que lhe garante a vida.
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(Chico Xavier)
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Cheirinho de Jasmim a todos os Irmãos do Vento que por aqui passar!!
(Claudia)
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domingo, 24 de abril de 2011

Lei da Evolução

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Lei da Evolução é o nome utilizado com mais freqüência hoje em dia pelos adeptos e estudiosos do espiritismo para se referir à Lei do Progresso, uma das dez "Leis Morais" a que alude Allan Kardec na Parte Terceira de O Livro dos Espíritos.
Segundo esse princípio, tudo o que existe está em contínua evolução, o Universo, os mundos e os seres, tanto os animados quanto os inanimados, isoladamente ou em conjunto.
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Conceituação Espírita
"Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam. 
Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados e constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. 
Marcham assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada na Natureza permanece estacionário."
A Lei da Evolução é intimamente relacionada à Lei de causa e efeito e à Lei da Reencarnação, sendo essencial o entendimento das três leis para compreensão do todo.
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A Evolução do Espírito e a Pluralidade das Existências
A Doutrina Espírita chama de "Espírito" ao "princípio inteligente" após alcançar o reino hominal, isto é, após atingir a consciência moral. 
O mito do paraíso perdido, constante do livro bíblico "A Gênese", pode ser intepretado como a perda da ingenuidade moral.
"As almas que animavam os humanóides viviam no Éden da ingenuidade. 
Não tendo ainda adquirido a consciência moral, isto é, sendo incapazes de discernir entre o certo e o errado, não eram responsáveis pelos seus atos, não sendo, portanto, submetidas a expiações. 
Quando essas almas provaram do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, isto é, quando sua consciência tornou-se madura e se tornaram Espíritos, elas foram expulsas do Éden da ingenuidade e passaram a comer “o pão com o suor do seu rosto”, isto é, tornaram-se responsáveis pelos seus atos, submetendo-se, a partir de então, à Lei da Causalidade".
A Lei da Evolução, aplicada ao Espírito, diz que, através de sucessivas encarnações, o mesmo auto-aperfeiçoa gradativamente nas dimensões intelectual e moral, deixando sua condição inicial de "simplicidade e ignorância" para se elevar à condição de pureza espiritual..
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Evolução e Causalidade
Ensina a Doutrina Espírita que "O bem é tudo o que é conforme à lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário. 
Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal é infringi-la.".
Sendo o Espírito dotado de livre-arbítrio sobre suas ações e sendo ele responsável pelos seus atos, sempre que o indivíduo (espírito encarnado) pratica uma ação contra a lei de Deus, ele pratica o mal, devendo, portanto, reparar, em oportunidade futura, o mal que cometeu, o que fará tendo que repetir em piores condições experiência relacionada àquela onde ele errou, o que é chamado de expiação. 
Se, por outro lado, ele pratica uma ação conforme à lei de Deus, ele pratica o bem, nada tendo a reparar e credenciando-se a novas experiências que são chamadas de provas. 
Tal é a expressão da Lei de Causa e Efeito.
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Evolução e as Diferentes Categorias de Mundos Habitados
A evolução dos mundos habitados ocorre no mesmo ritmo da dos seres que habitam em cada um deles. 
Os mundos habitados, segundo o Espiritismo, podem ser classificados do seguinte modo:
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Mundos Primitivos: destinados às primeiras encarnações do Espírito. 
São os mundos formados há menos tempo. 
Neles se encontram todos os seres nas suas fases iniciais de progresso.
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Mundos de expiação e provas, onde domina o mal entre os Espíritos. 
Nesses mundos, algumas espécies animais já demonstram um certo grau de raciocínio e consciência.
 A exploração dos animais pelo ser humano e o desrespeito à natureza são preponderantes.
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Mundos de regeneração, nos quais os Espíritos que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta. 
As demais espécies de seres vivos estão mais evoluídas e poucos são os seres humanos que as exploram para o trabalho ou para deles se alimentarem.
 É maior, também, o respeito pela natureza em geral.
Mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal. 
Nesses mundos a exploração das espécies animais pelo ser humano e o desrespeito pela natureza são reduzidos.
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Mundos celestes ou divinos, habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. 
Todos os outros seres, nestes mundos, encontram-se no seu estágio final de desenvolvimento antes de passarem para o reino seguinte na escala evolutiva. 
Reinando somente o bem nesses mundos, a harmonia entre todos os seres é total.
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A Terra pertence, ainda, à categoria de mundo de expiação e provas. 
É inegável, no entanto, que o mal, sob uma perspectiva histórica, vem diminuindo de forma sistemática e que já se pode dizer que as iniciativas voltadas para o bem são, pelo menos, tão numerosas quanto as voltadas para o mal. 
Pode-se concluir, portanto, que a Terra está entrando em uma fase de transição para mundo de regeneração. Mensagens espirituais que vem sendo recebidas no movimento espírita desde o final do século XX têm confirmado tal percepção.
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Paralelos com o Budismo
Para o Budismo, há seis tipos de existência: Deuses, Semideuses, Humanos, Animais, Fantasmas famintos e Seres do Inferno; o renascimento em formas superiores ou inferiores seria determinado pelos bons ou maus atos, ou karma, produzido durante vidas anteriores.
Nas diversas vertentes do Budismo não existe a idéia de um Plano Espiritual onde vivem os espíritos desencarnados, como existe no Espiritismo. 
Para elas, a alma transita continuamente entre os diversos reinos acima, cada um com suas características distintas.
Outra diferença entre o Budismo e o Espiritismo é com respeito à questão da evolução entre os reinos. 
Para o Espiritismo, os reinos possuem fases progressivas de aprendizado. 
Assim, quem já reencarna como ser humano, nada mais tem a aprender como animal.
 Para o Budismo, por outro lado, alguns humanos podem precisar viver existências como animais em função de seu karma.
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A Evolução nos Reinos da Natureza
As ciências que estudam o comportamento animal, tanto a Etologia, quanto a Psicologia Comparativa surgiram no século XX, após, portanto, Kardec ter escrito a Codificação. 
Assim sendo, para se ter uma melhor compreensão de como o princípio inteligente evolui através dos reinos da natureza, é recomendável um estudo das obras que constam de uma bibliografia não exaustiva sobre o assunto que consta ao final deste artigo.
É importante observar, para compreensão dessas obras, que, para o Espiritismo, a humanidade está em um reino à parte dos demais animais, reino este que é chamado de hominal, como visto mais acima, uma vez que somente o ser humano possui a consciência moral.
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Ficheiro:Evolução espiritual.gif
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No quadro acima pode-se ter uma idéia de como se procede a Evolução do Espírito, através das sucessivas reencarnações.
Por este quadro vê-se que, quando mais próximo do grau zero, menos evoluído será o indivíduo, ao passo que aquele que mais se aproximar de 10 será uma pessoa com alto grau de conhecimento e amor, ou seja, de sabedoria e, depois dele, terá atingido um grau comumente chamado de angelitude, o que na "escala espírita correponde ao estágio de Espírito Puro.
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Fonte de Pesquisa:
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Desencarnação

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Desencarnação é o termo utilizado pela Doutrina Espírita para designar o processo em que o espírito é desligado do corpo físico e retorna ao plano espiritual. 
Este desligamento se dá quando ocorre a morte do corpo material.
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O Processo segundo a Doutrina Espírita
Enquanto o ser está encarnado, o perispírito liga-se ao corpo físico por ligações sutis, célula a célula e, com maior intensidade, em locais que correspondem no perispírito aos centros de força que outras doutrinas chamam de chacras. 
Quando o início do processo de desencarnação se dá, essas ligações vão sendo aos poucos rompidas até que o perispírito encontre-se outra vez completamente livre.
O tempo que o processo todo leva e a forma como esses laços são rompidos depende do estado psicológico e moral do indivíduo, da forma como o processo é disparado e do estado psicológico daqueles que o acompanham.
Em uma pessoa materialista, com forte apego ao próprio corpo e às coisas mundanas, o processo de desligamento pode durar mais tempo que o normal pelo fato de ele não aceitar ou identificar a nova realidade em que se encontra. 
Em uma outra pessoa, espiritualizada e em estado psicológico equilibrado, o processo pode ser bem mais rápido pelo fato de ela saber o que vai ocorrer e esperar o acontecimento em paz consigo mesma. 
Já nos casos de morte súbita, o processo pode ser quase instantâneo, como se o corpo físico expulsasse o perispírito com violência.
Para que o processo se dê com mais tranquilidade para o desencarnante é importante que os seus familiares e os amigos que o acompanham não exerçam pressão psicológica sobre ele, tentando se manter equilibrados e confiantes no bom desfecho.
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Fonte de Pesquisa:
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Vida após a Morte

Ficheiro:GuideToTheAfterlife-CustodianForGoddessAmun-AltesMuseum-Berlin.png
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Papiro egípcio descrevendo a jornada para o Além.
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As expressões vida após a morte, além, além-túmulo, pós-vida, ultravida e outro mundo referem-se à suposta continuidade da alma, espírito ou mente de um ser após a morte física. 
Os principais pontos-de-vista sobre o além provém da religião, esoterismo e metafísica. 
Sob vários pontos de vista populares, esta existência continuada frequentemente toma lugar num reino espiritual ou imaterial. 
Acredita-se que pessoas falecidas geralmente vão para um reino ou plano de existência específico após a morte, geralmente determinado por suas ações em vida. 
Em contraste, o termo reencarnação refere-se ao renascimento em um novo corpo físico após a morte, isto é, a doutrina da reencarnação postula um período de existência do ser em outros planos sutis, que ocorre entre duas existências físicas ou renascimentos.
Aqueles que são céticos quanto a existência de uma vida após a morte, podem acreditar que ela é absolutamente impossível, tal como os materialistas-reducionistas, que declaram que tal tema é sobrenatural, e logo, ou não existe ou é incognoscível.
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Tipos de vida após a morte
Existem dois tipos de opinião, fundamentalmente diferentes, sobre a vida após a morte: opinião empírica, baseada em observações, e opinião religiosa, baseada na fé.
O primeiro tipo de assertiva baseia-se em observações feitas por humanos ou instrumentos (por exemplo, um rádio ou um gravador de voz, usados em psicofonia). 
Tais observações são feitas a partir de pesquisa de reencarnação, experiências de quase-morte, experiências extracorporais, projeção astral, psicofonia, mediunidade, várias formas de fotografias etc. 
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Vida após a morte em diferentes modelos metafísicos
Nos modelos metafísicos, teístas geralmente acreditam que algum tipo de ultravida aguarda as pessoas quando elas morrem. 
Os ateus geralmente não acreditam que haja uma vida após a morte.
 Membros de algumas religiões geralmente não-teístas, como o budismo, tendem a acreditar numa vida após a morte (tal como na reencarnação), mas sem fazer referências a Deus.
Os agnósticos geralmente mantém a posição de que, da mesma forma que a existência de Deus, a existência de outros fenômenos sobrenaturais tais como a existência da alma ou a vida após a morte são inverificáveis, e portanto, permanecerão desconhecidos. 
Algumas correntes filosóficas (por exemplo, humanismo, pós-humanismo, e, até certo ponto, o empirismo) geralmente asseveram que não há uma ultravida.
Muitas religiões, crendo ou não na existência da alma num outro mundo, como o cristianismo, o islamismo e muitos sistemas de crenças pagãos, ou em reencarnação, como muitas formas de hinduísmo e budismo, acreditam que o status social de alguém na ultravida é uma recompensa ou punição por sua conduta nesta vida.
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Ficheiro:LibroMuertosMetropolitan.jpg
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Seção do Livro dos Mortos.
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Vida após a morte em antigas religiões
Egito Antigo
A ultravida desempenhava um importante papel na antiga religião egípcia, e seu sistema de crenças é um dos mais antigos conhecidos.
 Quando o corpo morria, partes de sua alma conhecidos como ka (corpo duplo) e ba (personalidade) iam para o Reino dos Mortos. 
Enquanto a alma residia nos Campos de Aaru, Osíris exigia pagamento pela proteção que ele propiciava. Estátuas eram colocadas nas tumbas para servir como substitutos do falecido.
Obter a recompensa no outro mundo era uma verdadeira provação, exigindo um coração livre de pecados e a capacidade de recitar encantamentos, senhas e fórmulas do Livro dos Mortos. 
No Salão das Duas Verdades, o coração do falecido era pesado contra uma pena Shu de verdade e justiça, retirada do toucado da deusa Maet.
 Se o coração fosse mais leve que a pena, a alma poderia continuar, mas, se fosse mais pesada, era devorada pelo demônio Ammit.
Os egípcios também acreditavam que ser mumificado era a única forma de garantir a passagem para o outro mundo. 
Somente se o corpo fosse devidamente embalsamado e sepultado numa mastaba, poderia viver novamente nos Campos de Yalu e acompanhar o Sol em sua jornada diária. 
Devido aos perigos apresentados pela ultravida, o Livro dos Mortos era colocado na tumba, juntamente com o corpo.
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Zoroastrismo
Zaratustra, que viveu na antiga Pérsia por volta do século VII a.C., pregava que os mortos serão devorados pelo terror e purificados para viver num mundo material perfeito no fim dos tempos.
O texto pálavi Dadestan-i Denig ("Decisões Religiosas"), datado de cerca de 900 AD, descreve o julgamento particular da alma três dias após a morte, sendo cada alma enviada para o paraíso, inferno ou para um lugar neutro (hamistagan) para aguardar pelo Juízo Final.
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Hades e Cérbero, o cão de três cabeças.
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Religião da Grécia Antiga e romana
Na Odisséia, Homero refere-se aos mortos como "espectros consumidos". 
Uma ultravida de eterna bem-aventurança existe nos Campos Elísios, mas está reservada para os descendentes mortais de Zeus.
Em seu Mito de Er, Platão descreve almas sendo julgadas imediatamente após a morte e sendo enviadas ou para o céu como recompensa ou para o submundo como punição.
 Depois que seus respectivos julgamentos tenham sido devidamente gozados ou sofridos, as almas reencarnam.
O deus grego Hades é conhecido na mitologia grega como rei do submundo, um lugar gélido entre o local de tormento e o local de descanso, onde a maior parte das almas residem após a morte. 
É permitido que alguns heróis das lendas gregas visitem o submundo.
 Os romanos tinham um sistema de crenças similar quanto a vida após a morte, com Hades sendo denominado Plutão. 
O príncipe troiano Enéas, que fundou a nação que se tornaria Roma, visitou o submundo de acordo com o poema épico Eneida.
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Ficheiro:DSC00450, Viking Ship Museum, Oslo, Norway.jpg
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Barco funerário viking. 
Esperava-se que pessoas enterradas nestas embarcações fossem conduzidas em segurança para o Outro Mundo.
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Religião nórdica
Os Eddas em verso e em prosa, as mais antigas fontes de informação sobre o conceito nórdico de vida após a morte, variam em sua descrição dos vários reinos que são descritos como fazendo parte deste tópico. 
Os mais conhecidos são:
Valhala: (literalmente, "Salão dos Assassinados", isto é, "os Escolhidos").
 Esta moradia celestial, de alguma forma semelhante aos Campos Elísios gregos, está reservado aos guerreiros valorosos que morreram heroicamente em batalha.
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Helheim: (literalmente, "O Salão Coberto").
 Esta moradia assemelha-se ao Hades da religião grega, com um local semelhante ao "Campo de Asfódelos", onde as pessoas que não se destacaram, seja por boas ou más ações, podem esperar residir após a morte e onde se reúnem com seus entes queridos.
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Niflheim: (literalmente, "O Escuro" ou "Hel Nevoento").
 Este reino é grosso modo similar ao Tártaro grego.
 Está situado num nível inferior ao do Helheim, e aqueles que quebram juramentos, raptam e estupram mulheres, e praticam outros atos vis, serão enviados para lá com outros do seu tipo, para sofrer punições severas.
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Fonte de Pesquisa:
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Ficheiro:GuideToTheAfterlife-CustodianForGoddessAmun-AltesMuseum-Berlin.png

Projeção da Consciência

Ficheiro:Inicio projecao.jpg
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De acordo com diversos pesquisadores, por intermédio da projeção da consciência, seria possível conhecer dimensões extrafísicas, conhecidas como plano espiritual, astral ou etérico.
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Projeção da consciência, experiência fora-do-corpo (EFC), experiência extracorporal, desdobramento, projeção astral ou viagem astral são termos usados alternativamente para designar as experiências fora-do-corpo (do inglês, out-of-body experience – OBE ou OOBE) ou estados alterados de consciência, que podem ser supostamente realizadas por qualquer pessoa, por meio do sono, via meditação profunda, técnicas de relaxamento , ou involuntáriamente, durante episódios de paralisia do sono , trauma, variações abruptas da atividade emocional e estresse , Experiência de quase-morte, deprivação sensorial, estimulação elétrica do giro angular direito do cérebro , estimulação eletromagnética , experiências de ilusão de óptica controladas , e através de efeitos neurofisiológicos por indução química de substâncias comumente descritas como drogas. 
Exemplos de tais substâncias correlacionadas com a fenomenologia das experiências extra-corpóreas são o Cloridrato de cetamina, a Galantamina, a Metanfetamina, o Dextrometorfano, a Fenilciclidina e a Dimetiltriptamina (presente na bebida ritualística Ayahuasca).
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A Projeciologia, fundamentada nos experimentos pessoais de projetores conscientes e sistematizações destas autopesquisas, inicialmente proposta por Sylvan Muldoon e sistematizada por Waldo Vieira, que, durante a projeção, quando lúcida, o indivíduo está ciente de que se encontra fora do próprio corpo físico projetado por meio do (corpo astral, perispírito, psicossoma), que são entidades imateriais. 
Por intermédio da projeção da consciência é possível conhecer supostas dimensões extra-físicas.
Existem diversos relatos de projeções conscientes, inclusive publicados em forma de diário. 
Um deles é intitulado "Viagens Fora do Corpo" (1971) do autor Robert Monroe, um empresário estadunidense.
A projeção da consciência é uma experiência tipicamente subjetiva, descrita muitas vezes como próxima a sensação corporal de estar flutuando como um balão, e, em alguns casos, conforme relatos, havendo a possibilidade de estar vendo o próprio corpo físico, olhando-o sob o ponto de vista de um observador, fora do seu próprio corpo (autoscopia).
 Estatisticamente, uma em cada dez pessoas afirma ter tido algum tipo de experiência fora do corpo em suas vidas
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A Projeciologia propõe a Hipótese do Corpo Objetivo, ou seja, que o psicossoma é um corpo real porém não físico. 
 Algumas experiências teóricas podem reforçar a hipótese da objetividade da experiência fora do corpo. 
O fenômeno de aparição intervivos, onde uma pessoa projetada deve ser vista por outras testemunhas físicas, noutro ambiente, distante de onde o seu corpo físico se encontrava no momento da experiência, pode servir para determinar a objetividade do fenômeno enquanto interpretação espiritual.
Paralelamente, a medicina começa a tratar do fenômeno. 
Com mais atenção devido aos inúmeros relatos de experiências quase-morte (EQM).
 Explicações científicas que seguem o princípio da parcimônia fazem previsões suficientes e pontuais a cerca do fenômeno de experiências quase-morte (EQM) e outros estados alterados de consciência.
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Não há resistência por parte de pesquisadores para o estudo de fenômenos, basta que uma análise de caso faça surgir uma teoria científica. 
Uma teoria científica segue o método científico para tentar descrever um fenômeno com austeridade e realizar previsões com alto grau de precisão. 
Todos os centros de pesquisa científicos seguem o naturalismo biológico como posicionamento filosófico capaz de descrever o mundo com precisão e gerar conhecimento confiável. 
Segundo as pesquisas da Projeciologia, ciência proposta pelo médico brasileiro Waldo Vieira, durante o sono, quando o metabolismo e as ondas cerebrais diminuem, os laços energéticos que seguram o psicossoma ao corpo físico se soltariam, então a pessoa, através do psicossoma, seria projetada para fora do corpo humano. 
Dependendo do estado de lucidez, são relatados posteriormente como sonhos, sonho lúcido ou uma experiência extracorpórea totalmente lúcida. 
Não importa o quanto estiver afastada do corpo humano, a consciência estará sempre ligada a ele, pelo "cordão de prata", um feixe de luz que só se romperia quando ocorrer a primeira morte (morte biológica) e voltaria quando solicitado, impossibilitando que se fique preso extrafisicamente.
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Ficheiro:Projecao astral img 001.jpg
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Técnicas de Yoga poderiam ajudar a permanecer consciente durante a projeção
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Segundo a concepção espírita, o desdobramento trata-se de um processo de exteriorização do perispírito do corpo físico. 
O perispírito, durante este processo, sempre permanece ligado ao corpo por uma espécie de cordão umbilical fluídico.
 É um estado de relativa liberdade perispiritual, análogo ao sono, em que podemos agir semelhantemente a um desencarnado, podendo nos afastar a distâncias consideráveis de nosso corpo físico.
 O desdobramento pode ser inconsciente ou consciente e, nesse último caso, pode ser iniciado através de operadores encarnados ou desencarnados (benfeitores ou obsessores). 
Também pode ser parcial, que é quando o perispírito não deixa o corpo físico totalmente (situação na qual as faculdades psíquicas são muito ampliadas) ou total, quando o perispírito deixa o corpo físico. 
Os portadores desta faculdade têm sonhos vívidos, coerentes e nítidos em que assistem a cenas que, mais tarde, descobrem terem sido fatos reais ocorridos em outros lugares. 
Podem também ter visões de cenas fantásticas, com muito realismo, ouvir sons e até sentir contato dos lugares onde forem. 
Essa faculdade pode ser desenvolvida através de exercícios metódicos. 
Também é chamado de desdobramento astral, exteriorização ou emancipação da alma.
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Projeções
Existiriam alguns tipos de projeções e níveis de lucidez:
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Níveis de lucidez
Projeção inconsciente: ocorreria quando o projetor sairia do corpo totalmente inconsciente.
 Seria um "sonâmbulo extrafísico". 
A maioria absoluta da população do planeta faria esta projeção durante o sono ou cochilo e estas seriam posteriormente relatadas como sonhos.
Projeção semiconsciente: ocorreria quando o grau de consciência é intermediário, e a pessoa ficaria sonhando acordado fora do corpo, totalmente iludido por suas idéias oníricas.
 Conhecido também como sonho lúcido.
Projeção consciente: ocorreria quando o projetor sairia do corpo e manteria a sua consciência durante todo o transcurso da experiência extracorpórea. 
São poucos que dominariam esta projeção.
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Tipos de projeções
Projeção em tempo-real: quando o projetor projetaria-se para fora do corpo físico e cairia num suposto plano mais próximo ao plano físico, vivenciando tudo ao seu redor. 
Quem conseguiria este tipo de projeção, poderia supostamente relatar acontecimentos do cotidiano, naturais e extrafísicos. 
Supostamente, dependendo o nível do projetor, seria possível interagir com o plano físico.
Projeção involuntária: ocorreria com a maioria das pessoas que acordariam dentro dos sonhos sem sua própria vontade.
Experiência quase-morte: seria a experiência ocorrida quando, devido a uma doença grave ou acidente, a pessoa sofre o chamado "estado de quase morte". 
O coração e todos sinais vitais, inclusive as ondas cerebrais detectadas por aparelhos, parariam e a morte clínica do paciente estaria atestada pelos médicos.
 Nessas situações, acredita-se que o suposto 'espírito' não se desligaria do 'corpo físico' e o paciente "milagrosamente" ressuscitaria, ou seja, apenas que a experiência subjectiva se mantém porque o sistema nervoso ainda apresenta atividade ínfima, pois o processo de necrose (morte celular não-programada) não se instalou. 
Após o retorno de consciência, cerca de 11%  dos pacientes relatam experiências detalhadas a cerca de como podem supostamente descrever com detalhes aconteceu enquanto estava "morto", pois, na interpretação dualista, manteriam a consciência ou espírito no suposto plano astral, fora do corpo físico, enquanto tinham a sensação de pairar sobre o corpo.
 Entretanto, para o espiritualista e parapsicólogo Titus Rivas, a EQM não pode ser completamente explicada por causas fisiológicas ou psicológicas, pois a consciência funcionaria indepedentemente da atividade cerebral.
Projeção voluntária: este tipo de experiência poderia ser induzida através de técnicas projetivas, meditação, amparo de supostas entidades extra-físicas, entre outras. 
Segundos os praticantes de Yoga, Teosofia, algumas correntes filosóficas e escolas de estudos do pensamento a "projeção consciente" poderia ocorrer com qualquer pessoa, esteja ela consciente do fato ou não. 
Isto quer dizer que uma pessoa poderia "projetar sua consciência" sem saber que está realizando esta ação, no entanto, seu subconsciente está plenamente ciente da condição existencial que está sendo vivenciada.
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Fenomenologia da experiências extra-corpóreas
Ballonnement - sensação de abaloamento, flutuação.
Catalepsia projetiva - estado em que a consciência ou experiência subjectiva se encontra no corpo, mas sem domínio sobre este; é comum no começo e principalmente no fim da experiência extracorpórea, normalmente durando poucos instantes; estado de paralisia astral passível de ocorrer durante a projeção, normalmente com praticantes iniciantes espiritualistas.
Estado vibracional - sensação de estado vibracional interior.
Ruídos intracranianos - ruídos naturais que podem ocorrer no momento do deslocamento do psicossoma (ou corpo astral) para fora do corpo físico.
Toda fenomenologia está inserida na experiência, seja ela de cunho espiritualista (durante a meditação ou prática de atividade espiritual) ou durante episódios de paralisia do sono, traumas, Experiência de quase-morte, estimulação elétrica do giro angular direito do cérebro  e outras experiências de ilusão de óptica controladas , além de outras descritas a seguir.
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Durante os séculos, a projeção da consciência foi recebendo diversos nomes por cientistas, doutrinas orientais e ocidentais, pesquisadores, projetores e outros grupos:
Ao contrário do que pode-se pensar à primeira vista, o fenômeno é vivenciado por muitas pessoas.
 Uma em cerca de dez pessoas afirmam já ter sentido experiências fora do corpo.
A experiência fora do corpo (EFC) é abordada de acordo com o nível de lucidez da consciência que pode variar devido a fatores psicológicos, emocionais, somáticos (orgânicos), dentre outros.
É objeto de estudo da moderna Parapsicologia e da projeciologia, proposta por Waldo Vieira apesar de já ser citada em literaturas seculares no contexto histórico sócio-cultural mundial ainda que em contexto hermético e esotérico.
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Estela com o nome de Kaa
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Relatos históricos
Na Bíblia, é possível encontrar passagens que poderiam ser interpretadas como saídas do corpo:
Eclesiastes, Capítulo 12 versículo 6 a 7.
Coríntios I, Capítulo 15 versículo 35 a 44.
II Coríntios, Capítulo 12 versículo 2 a 4.
Ezequiel Capítulo 3 versículo 12 a 14.
Apocalipse de João, Capítulo 1 versículo 10.
Reis 2, capítulo 6 versículo 8 a 12.
As experiências fora do corpo receberam diversas denominações ao longo das últimas décadas:
Keshara: Termo sânscrito empregado pelos hindus;
Delog: Termo empregado pelos tibetanos;
Desdobramento: Termo oriundo do espiritismo;
Viagem astral: Termo criado pelo pesquisador americano Robert Crookal;
Arrebatamento: Termo empregado em igrejas protestantes;
Projeção da Consciência: Termo técnico usado por pesquisadores e
OBE: Out-of-Body Experience, termo da língua inglesa.
Ao longo da história, pessoas individualmente ou em grupos, de uma forma ou de outra, vivenciaram estados alterados de consciência. 
No antigo Egito, por exemplo, acreditava-se que, após a morte do corpo físico, o espírito, livre do corpo, continuava a existir. 
O espírito livre (ba) era representado na forma de uma ave Jaburu sobrevoando o corpo que morreu (veja a figura acima).
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Fonte de Pesquisa:
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Ficheiro:Inicio projecao.jpg

Experiência de quase-morte

Ficheiro:Hieronymus Bosch 013.jpg
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Um túnel de luz numa tela de Bosch, tipificando uma visão recorrente em experiências de quase-morte.
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O termo experiência de quase-morte (EQM) refere-se a um conjunto de sensações frequentemente associadas a situações de morte iminente por hipóxia cerebral geralmente derivadas de paradas cardiorrespiratórias, sendo as mais divulgadas o efeito túnel e a «experiência fora-do-corpo» (EFC ou OOBE, também denominada autoscopia). 
O termo foi cunhado pelo Dr. Raymond Moody em seu livro «Vida Depois da Vida», escrito em 1975.
Apesar de frequentemente associadas a uma experiência mística, estas sensações tendem a ser explicadas pela comunidade científica como uma resposta secundária fisiológica do cérebro à hipóxia. 
Em alguns casos a morte clínica do paciente chegou a ser atestada pelos médicos, mas em nenhum deles houve a confirmação de morte cerebral. 
No entanto, durante o procedimento de ressuscitação a equipe médica raramente consegue manter registros sobre as funções cerebrais, pois a emergência exige atenção total ao sistema cardiopulmonar. 
Por isso, há relatos de situações nas quais o sinal do ECG indica que o cérebro chegou a ficar sem atividade.
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Relatos
As pessoas que viveram o fenômeno relatam, geralmente, uma série de experiências comuns, descritas nos estudos de Elizabeth Kubler-Ross (1967), tais como:
um sentimento de paz interior;
a sensação de flutuar acima do seu corpo físico;
a percepção da presença de pessoas à sua volta;
visão de 360º;
ampliação de vários sentidos;
a sensação de viajar através de um túnel intensamente iluminado no fundo (efeito túnel).
Nesse espaço atemporal, a pessoa que vive a EQM percebe a presença do que a maioria descreve como um «ser de luz», embora esta descrição possa variar conforme os arquétipos culturais, a filosofia ou a religião pessoal. 
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O portal esta entre duas dimensões é também descrito como «fronteira entre a vida e a morte».
 Por vezes, alguns pacientes que viveram esta experiência relatam que tiveram de decidir se queriam ou não regressar à vida física. 
Muitas vezes falam de um campo, uma porta, uma sebe ou um lago, como uma espécie de barreira que, se atravessada, implicaria não regressarem ao seu corpo físico.
Com a multiplicação de referências a acontecimentos comparáveis à experiência de quase-morte, iniciou-se uma nova corrente, em que diversos pesquisadores de todo o mundo deram início à discussão e à análise do fenômeno de forma mais aberta. 
Grupos da comunidade médica passaram a olhar para a morte e a sobrevivência da consciência sob uma nova perspectiva, como por exemplo ocorre na Associação Brasileira de Medicina Psicossomática. Contudo, existem observadores que negam as explicações científicas e atribuem este fenómeno a acontecimentos relacionadas com a descrição do que pode ser Deus ou a outra qualquer origem sobrenatural, recorrendo às explicações tradicionais como a memória genética ou à associação da experiência ao nascimento biológico.
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Mudanças psicológicas e comportamentais
Após a Experiência de Quase-Morte algumas pessoas declaram terem alterado seus pontos de vista em relação ao mundo e às outras pessoas. 
As mudanças comportamentais geralmente são significativamente positivas, e o principal fator para a mudança é a perda do medo da morte tanatofobia. 
Essas pessoas alegam que passaram a valorizar mais as suas vidas e as dos outros, reavaliaram os seus valores, ética e prioridades habituais, e tornaram-se mais serenos e confiantes.
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EQM e Ciência
Até recentemente este fenômeno era considerado pela ciência um assunto vulgar, fruto de lendas, crendice popular ou religiosidade. 
No entanto, pesquisas como a do Dr. Raymond Moody e da Dra. Elizabeth Kubler-Ross, principalmente após a publicação dos livros «Vida Depois da Vida» e "Sobre a Morte e o Morrer", respectivamente, levaram ao início de uma corrente de pesquisas em todo o mundo sobre o fenômeno.
Estudos realizados em hospitais entre sobreviventes de paradas cardíacas em que se observou o fenômeno conhecido como experiência de quase-morte (que ocorre em cerca de 11% dos pacientes).
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Vida depois da Vida
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Vida Depois da Vida: A Investigação do Fenómeno de Sobrevivência à Morte Corporal é um dos três livros sobre experiência de quase-morte escritos pelo Dr. Raymond Moody.
O livro, amplamente conhecido nos Estados Unidos da América, deu origem ao filme homónimo Vida Depois da Vida pelo qual Raymond Moody recebeu uma medalha de bronze na categoria "Relações Humanas" no Festival de cinema de Nova Iorque.
A partir do estudo descrito no livro, e com o auxílio dos depoimentos de cerca de 150 pessoas que sofreram de morte clínica ou aos quais havia sido diagnosticado que tinham quase morrido, Moody concluiu que existiam nove experiências comuns à maioria das pessoas que passaram pela experiência de quase-morte, tais como:
Ouvir um zumbido nos ouvidos;
Um sentimento de paz e ausência de dor;
Ter uma experiência fora do corpo;
Sentir-se a viajar dentro de um túnel;
Sentir-se a subir "pelos céus";
Ver pessoas, principalmente familiares já falecidos;
Encontrar seres espirituais, por vezes identificados como sendo Deus;
Ver uma revisão do decurso da própria vida, desde o nascimento até à morte;
Sentir uma enorme relutância em regresso à vida.
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Fonte de Pesquisa:
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Ficheiro:Hieronymus Bosch 013.jpg

Reencarnação

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Reencarnação é uma ideia central de diversos sistemas filosóficos e religiosos, segundo a qual uma porção do Ser é capaz de subsistir à morte do corpo. 
Chamada consciência, espírito ou alma, essa porção seria capaz de ligar-se sucessivamente a diversos corpos para a consecução de um fim específico, como o auto-aperfeiçoamento ou a anulação do carma.
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Características
A reencarnação é um dos pontos fundamentais do Espiritismo, codificado por Allan Kardec, do Hinduísmo, do Jainismo, da Teosofia, do Rosacrucianismo e da filosofia platônica. 
Existem vertentes místicas do Cristianismo como, por exemplo, o Cristianismo esotérico, que também admite a reencarnação.
Há referência recentes a conceitos que poderiam lembrar a reencarnação na maior parte das religiões, incluindo religiões do Egito Antigo, religiões indígenas, entre outras. 
A crença na reencarnação também é parte da cultura popular ocidental, e sua representação é frequente em filmes de Hollywood. 
É comum no Ocidente a ideia de que o Budismo também pregue a reencarnação, supostamente porque o Budismo tenha se originado como uma religião independente do Hinduísmo. 
No entanto essa noção tem sido contestada por fontes budista.
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Origens
A crença na reencarnação tem suas origens nos primórdios da humanidade, nas culturas primitivas.
 De acordo com alguns estudiosos, a ideia se desenvolveu de duas crenças comuns que afirmam que:
Os seres humanos têm alma, que pode ser separada de seu corpo, temporariamente no sono, e permanentemente na morte;
As almas podem ser transferidas de um organismo para outro.
Segundo Diodoro Sículo, Pitágoras se lembrava de ter sido Euforbo, filho de Panto, que foi morto por Menelau na Guerra de Tróia.
Entre as tentativas de dar uma base "científica" a essa crença, destaca-se o trabalho do Dr. Ian Stevenson, da Universidade de Virgínia, Estados Unidos, que recolheu dados sobre mais de 2.000 casos em todo o mundo que evidenciariam a reencarnação. 
No Sri Lanka (país onde a crença é muito popular), os resultados foram bem expressivos.
Segundo os dados levantados pelo Dr. Stevenson, os relatos de vidas passadas surgem geralmente aos dois anos de idade, desaparecendo com o desenvolvimento do cérebro. 
Uma constante aparece na proximidade familiar, embora haja casos sem nenhum relacionamento étnico ou cultural. 
Mortes na infância, de forma violenta, aparentam ser mais relatadas. 
A repressão para proteger a criança ou a ignorância do assunto faz com que sinais que indiquem um caso suspeito normalmente sejam esquecidos ou escondidos.
Influências comportamentais como fragmentos de algum idioma, fobias, depressões, talentos precoces (como em crianças prodígio), etc, podem surgir, porém a associação peremptória desses fenômenos com encarnações passadas continua a carecer de fundamentação científica consistente.
Dentre os trabalhos desenvolvidos por Dr. Stevenson sobre a reencarnação, destaca-se a obra "Vinte casos sugestivos de reencarnação".
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Reencarnação versus Metempsicose
A transmigração das almas ou metempsicose é uma teoria diferente da reencarnação, seguida por alguns adeptos de ensinamentos místicos orientais, que propõe que o homem pode reencarnar de modo não-progressivo em animais, plantas ou minerais. 
Esta teoria não é aceita pelos adeptos do Espiritismo, que a consideram incompatível com o conceito de evolução por vidas sucessivas.
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Reencarnação e Cristianismo
Diversos estudiosos espíritas e espiritualistas defendem que, durante os seis primeiros séculos de nossa era, a reencarnação era um conceito admitido por muitos cristãos. 
De acordo com eles, numerosos Padres da Igreja ensinaram essa doutrina e apenas após o Segundo Concílio de Constantinopla, em 553 d.C., é que a reencarnação foi proscrita na prática da igreja, apesar de tal decisão não ter constado dos anais do Concílio. 
Afirmam ainda que Orígenes (185-253 d.C.), que influenciou bastante a teologia cristã, defendeu a ideia da reencarnação, além dos escritos de Gregório de Nisa (um Bispo da igreja Cristã no século IV) entre outros. Entretanto, tais afirmativas carecem de fundamentação histórico-documental. 
Por isso, os teólogos cristãos não só se opõem à teoria da reencarnação, como, também, à ideia de que ela era admitida pelos cristãos primitivos. 
Argumentam que não há referências na Bíblia, nem citações de outros Padres da Igreja, e que as próprias afirmações de Orígenes e de Gregório de Nisa aduzidas pelos estudiosos espíritas e de outras crenças espiritualistas, não são por aqueles citadas senão para as refutarem.
 Por outro lado, com base na análise da atas conciliares do Concílio de Constantinopla, constatam que os que ali se reuniram sequer citaram a doutrina da reencarnação - fosse para a afirmar ou para a rejeitar.
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Contra a reencarnação ainda cita-se Hebreus 9:27, o episódio dos dois ladrões na cruz, em Lucas 23:39-44, a parábola do rico e Lázaro, em Lucas 16:19-31 e Jó 10:21.
Passagens do Novo Testamento, como Mateus 11:12-15, 16:13-17 e 17:10-13, Marcos 6:14-15 e 18:10-12, Lucas 9:7-9, João 3:1-12 são citados por espiritualistas como evidência de que Jesus teria explicitamente anunciado a reencarnação.
Tanto a Igreja Católica como os Protestantes em geral denunciam a crença na reencarnação como herética. O Cristianismo Esotérico, por outro lado, admite e endossa abertamente a reencarnação - que é, inclusive, um dos pilares de sua doutrina. 
As teses reencarnacionistas, portanto, independentemente de serem corretas ou não, não encontram apoio na tradição judaico-cristã, cuja ortodoxia as considera, na verdade, importações de outras tradições, tal como o Hinduísmo e o Budismo.
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Existem provas históricas de que a doutrina da reencarnação contava com adeptos no antigo judaísmo, embora somente após escrita do Talmud - não há referências a ela neste livro, tampouco se conhecem alusões em escrituras prévias. 
A idéia da reencarnação, chamada gilgul, tornou-se comum na crença popular, como pode ser constatado na literatura iídiche entre os judeus Ashkenazi. 
Entre poucos cabalistas, prosperou a crença de que algumas almas humanas poderiam reencarnar em corpos não-humanos.
 Essas idéias foram encontradas em diversas obras cabalísticas do século XIII, assim como entre muitos escritos místicos do século XVI. 
A coleção de histórias de Martin Buber sobre a vida de Baal Shem Tov inclui várias que se referem a pessoas reencarnando em sucessivas vidas.
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Fonte de Pesquisa:
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